Fluxo de caixa e DRE: qual é a diferença e quando usar cada um
Muita gente descobre a diferença entre lucro e dinheiro em caixa do jeito difícil: o mês fechou positivo, mas falta saldo para pagar o fornecedor. O fluxo de caixa e a DRE respondem a perguntas diferentes, por isso vale acompanhar os dois.
O que o fluxo de caixa mostra
O fluxo de caixa acompanha o dinheiro: o que entrou, o que saiu e quanto sobrou. Ele responde à pergunta "vou conseguir pagar as contas?".
Existem duas versões úteis:
- Realizado: o que de fato foi recebido e pago no período.
- Projetado: o que vai vencer, a receber e a pagar, com o saldo previsto.
O projetado é o que evita surpresas. Ele mostra com antecedência a semana em que as saídas vão superar as entradas.
O que a DRE mostra
A DRE, ou Demonstração do Resultado do Exercício, mostra se a operação dá resultado. Ela agrupa receitas e despesas por categoria e responde à pergunta "a empresa está ganhando dinheiro?".
A DRE gerencial serve para a gestão interna. Ela não substitui as demonstrações feitas pela contabilidade.
Por que os números não batem
Imagine uma venda de R$ 10.000 feita em outubro, com recebimento em dezembro. Na visão de resultado, a venda conta como receita de outubro. No caixa, o dinheiro só aparece em dezembro. O mesmo vale para compras a prazo: o custo e o pagamento podem cair em meses diferentes.
É assim que uma empresa pode ter lucro e faltar dinheiro, ou ter caixa sobrando em um mês ruim.
Como usar na rotina
- Toda semana: olhe o fluxo projetado das próximas semanas.
- Todo mês: confira a DRE e compare as categorias com o mês anterior.
- Antes de um gasto grande: consulte o projetado, porque ele mostra se o caixa aguenta.
Mantenha a classificação em dia
Os dois relatórios dependem de boas informações. Classifique as contas em categorias e use centros de custo para separar áreas, como loja, oficina e administrativo. Se as contas nascem das vendas e compras, sobra menos trabalho manual e os números chegam mais cedo.